REGIONALISMO E IDENTIDADE NA LITERATURA TOCANTINENSE:

A RESSIGNIFICAÇÃO DA MORTE EM O CANTO DA CARPIDEIRA, DE LUCELITA MARIA ALVES

Palavras-chave: Literatura Tocantinense; Regionalismo; Ressignificação; Carpideira; Lucelita.

Resumo

O presente trabalho analisa a configuração da literatura tocantinense, com foco na obra O Canto da Carpideira (2014), de Lucelita Maria Alves, e na representação da morte no cenário do sertão. Inicialmente, discute-se a fundamentação teórica dos estudos literários, abordando a literatura como um fenômeno de humanização e resistência. Em seguida, estabelece-se a distinção conceitual entre Literatura Tocantinense (LT) e Literatura Produzida no Tocantins (LPT), destacando o papel do regionalismo na construção da identidade cultural do estado após sua criação em 1988. A análise central debruça-se sobre a narrativa da autora, que revisita o ofício obsoleto das carpideiras e as tradições fúnebres do antigo norte goiano na década de 1950. Observa-se que a morte, na obra, transcende o evento biológico para tornar-se um fenômeno cultural ritualizado, mediado por figuras femininas que preservam saberes ancestrais. O estudo conclui que a literatura regional tocantinense atua como um mecanismo de legitimação da memória e da identidade, permitindo que dilemas locais alcancem uma dimensão universal por meio da sensibilidade poética e da análise crítica das vulnerabilidades sociais.

Biografia do Autor

Janaína Senem, UNITINS

Mestre em Linguística pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professora efetiva da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins).

Rubens Martins da Silva, UNITINS

Doutor em Letras pela Universidade Federal do Tocantins (UFT). Mestre em Letras pela PUC Goiás. Professor efetivo da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins).

Publicado
2026-08-24
Seção
Artigos