MENTES QUE APRENDEM, CORAÇÕES QUE SENTEM
O DESAFIO DA SAÚDE MENTAL NA EDUCAÇÃO
Resumo
O presente artigo discute a saúde mental no ambiente escolar sob a perspectiva da promoção do bem-estar e da prevenção de transtornos no contexto da educação contemporânea. Partindo das diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das competências socioemocionais estabelecidas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o estudo investiga o papel da escola frente ao aumento dos índices de sofrimento psíquico entre estudantes e educadores. A metodologia consiste em uma revisão bibliográfica de natureza qualitativa, fundamentada em autores como Vygotsky, Siegel, Moysés e Marinho-Araújo. Os resultados indicam que, embora existam avanços normativos, a prática escolar ainda enfrenta barreiras como a medicalização do ensino — que tende a patologizar dificuldades pedagógicas — e o fenômeno do burnout docente. Discute-se a necessidade de uma visão sistêmica que considere o desenvolvimento neurobiológico do adolescente e a criação de redes de apoio institucionais. Conclui-se que a saúde mental deve ser tratada como um pilar indissociável do aprendizado, exigindo a transição de um modelo puramente conteudista para uma cultura de acolhimento e resiliência, onde o cuidado com a subjetividade dos atores escolares seja prioridade política e pedagógica.
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