SABERES E FAZERES NA EDUCAÇÃO QUILOMBOLA:ETNOMATEMÁTICA
ETNOMATEMÁTICA
Resumo
Este artigo objetiva analisar como os saberes e fazeres tradicionais das comunidades quilombolas pode contribuir para o ensino e aprendizagem da matemática a partir da perspectiva da Etnomatemática. A pesquisa, de natureza bibliográfica e qualitativa, dialoga com autores como D’Ambrosio (2002), Silva (2002), Gomes (2011) e Knijnik (2000), buscando compreender de que forma as práticas culturais e produtivas quilombolas, como medições para plantio, contagem de sementes e cálculo de proporções na produção de alimentos e construções, podem ser integradas ao currículo escolar. O estudo evidencia que a valorização desses saberes não apenas promove aprendizagens matemáticas contextualizadas, mas também fortalece a identidade cultural. Conclui-se que a integração entre conteúdos matemáticos formais e saberes tradicionais quilombolas constitui uma prática pedagógica inclusiva, emancipadora e de resistência cultural.
Referências
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução nº 8, de 20 de novembro de 2012. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola na Educação Básica. Diário Oficial da União, Brasília, 21 nov. 2012.
D’AMBROSIO, Ubiratan. Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.
GOMES, Nilma Lino. Educação, identidade negra e formação de professores. Belo Horizonte: Autêntica, 2011.
MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra. Petrópolis: Vozes, 2009.
SILVA, M. C. Etnomatemática: cultura e diversidade no ensino da matemática. Campinas: Papirus, 2002.
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