COM O QUE BRINCAM AS CRIANÇAS NA ESCOLA DA INFÂNCIA?
PERCEPÇÕES DOS ESTAGIÁRIOS DO CURSO DE PEDAGOGIA DA UFMA
Resumo
O brincar constitui-se um direito e um princípio pedagógico fundamental na educação de crianças. Este artigo objetiva analisar os brinquedos presentes na escola da infância e as possíveis implicações para o desenvolvimento infantil a partir das percepções dos estagiários do curso de Pedagogia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). De natureza qualitativa, a pesquisa envolveu 16 estagiários que ingressaram no curso no período letivo de 2021.1 e realizaram estágio em instituições de Educação Infantil durante os anos de 2021 a 2025. Utilizou como instrumento de geração de dados um questionário com perguntas abertas, disponibilizado em formato digital. Fundamentou-se nos estudos de Vigotsky (1989), Emmi Pikler (2017), Brougère (1997; 2010), Benjamin (2009), Kishimoto (2007; 2010), bem como nos documentos que regulam a política nacional para a primeira infância (Brasil, 2009; 2017). Os dados desta pesquisa revelam um paradoxo: embora os brinquedos estruturados ainda predominem nos contextos escolares, há um reconhecimento crescente, por parte estagiários sobre o valor formativo dos brinquedos não estruturados. As respostas indicam que, quando presentes, esses materiais ampliam o repertório das crianças, favorecem sua autonomia e estimulam formas singulares de expressão. Os resultados apontaram que o brincar livre com materiais não estruturados se configura como uma experiência de aprendizagem rica e significativa, que ultrapassa o âmbito do entretenimento e se consolida como uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento infantil.
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