A ESCOLA EM DIÁLOGO:

sexualidade de gênero como prática da liberdade

  • Diego Tarcísio Souza UFT
Palavras-chave: Educação básica. Gênero e sexualidade. Prática e liberdade.

Resumo

A pesquisa intitulada gênero e sexualidade como prática da liberdade, contribui na prática docente para a desmistificação das diferenças e preconceito como diálogo no cotidiano escolar. Realiza-se um breve percurso na história, destacando-se as definições para o termo de sexualidade de gênero entre professor/aluno e educação básica, como essas práticas pedagógicas são adotadas no ambiente escolar? Para isto, tomamos como referência bibliográfica os autores; Hooks, 2013; Louro, 2014 e Foucault 1999, estudiosos que debatem as relações de gênero e as contribuições da prática docente para desmistificar preconceitos em relação ao sexo (sexismo) em sala de aula. Dessa forma, uma breve explanação sobre o tema, destacando-se as diferenças entre os termos gênero e sexualidade, as definições trazidas por pesquisadores sobre gênero e sexo, identidade de gênero e estereótipo, bem como sobre as regras de comportamento decorrentes dos valores humanos. Portanto, a escola deve possibilitar o desenvolvimento do pensamento crítico a partir da compreensão sobre as diferenças corporais e sexuais que culturalmente se criam na sociedade, papel fundamental para revelar distinções e um importante instrumento na construção de valores, que permitam um olhar crítico e reflexivo sobre as identidades de gênero. 

Referências

ANDRADE, Sandra dos Santos. Mídia, corpo e educação: a ditadura do corpo perfeito. In: Meyer, Dagmar Estermann & Soares Rosangela de Fatima Rodrigues(org.). Corpo, gênero e sexualidade. Porto Alegre: Mediação, 2004.

ANJOS, Gabrielle dos. Sociologias, Identidade sexual e identidade de gênero: subversões e permanências. Porto Alegre, ano 2, nº 4, jul/dez 2000, p.274-305.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos. Apresentação dos temas transversais. Brasília: MECSEF, 1998.

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 23 de dezembro de 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm.

______. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Educação é a Base. Brasília, MEC/CONSED/UNDIME, 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 09 set. 2021.

CARNEIRO. Sueli. As viúvas de Gilberto Freyre. Jornal Correio Braziliense, coluna Opinião. Brasília, 14 Mar. 2005.

CHARLOT, B. Da relação com o saber: elementos para uma teoria. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.

DIAS, Maria Berenice. União homossexual. Livraria do Advogado Editora, 2000.

DIAZ-BENÍTEZ, Maria Elvira. Nas Redes do Sexo: Bastidores e Cenários do Pornô Brasileiro. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2010.

DINIS, Nilson Fernandes. Educação, relações de gênero e diversidade sexual. Educação & Sociedade, Campinas, v. 29, n. 103, p. 477-492, 2008.

FERREIRA, N. S de A. As pesquisas denominadas “estado da arte”. Revista Sociedade & Educação, ano XXIII, n 79, agosto de 2002.

FOUCAULT, M. (1988). História da sexualidade 1: A vontade de saber. 22ª impressão. Rio de Janeiro: Edições Graal, 2012.

FOUCAULT, Michel. A história da sexualidade 1: a vontade de saber. 12. ed. Trad. Maria Thereza da Costa Albuquerque e J.A. Guilhon Albuquerque. Rio de Janeiro: Graal, 1997.

HÄBERLE, Peter. A dignidade humana como fundamento da comunidade estatal. In: Dimensões da dignidade humana – ensaios de filosofia do direito e direito constitucional. Trad. Ingo Wolfgang Sarlet et al. 2 ed. rev. e ampl. Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora, 2009. p. 45-104.

HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade/ Bell Hooks; tradução de Marcelo Brandão Cipolla. – São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2013.

LOPEZ LOPEZ, Édgar Antonio. Dignidad humana, diversidade cultural y calidad de vida. rev. latinoam. bioet. Bogotá, v.9, n.1, jun., 2009. Disponível em Acesso em 10 de janeiro de 2016.

LOURO, Guacira Lopes. Gênero, sexualidade, educação: uma perspectiva pós-estruturalista. 3 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997.

MORIN, Edgar. Os sete Saberes Necessários à Educação do Futuro 2a. ed. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: UNESCO, 2000.

NUNES, César; SILVA, Edna. A educação sexual da criança: polêmicas do nosso tempo. Campinas, SP: Autores associados, 2000.

PERLONGHER, Nestor. O negócio do michê: prostituição viril em São Paulo. São Paulo, Brasiliense, 1987.

REICHMANN, Rebecca. Mulher negra brasileira: um retrato. In: Revista Estudos Feministas, vol.3 nº 2, 1995.

ROMANOWSKI, J. P.; ENS, R. T. As pesquisas denominadas do tipo “estado da arte” em educação. Revista Diálogo Educacional, Curitiba, PUC/PR, v. 6, n. 19, p. 37-50, set./dez. 2006.

SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 1999. 156 p.

SCOTT, J. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação & Realidade, v. 20, n.2, p. 71-99, jul-dez, 1995.

VIANNA, Cláudia Pereira; UNBEHAUM, Sandra. O gênero nas políticas públicas de educação no Brasil: 1988-2002. Cad. Pesqui., Paulo, 2004.

WEEKS, J. O corpo e a sexualidade. In: LOURO, Guacira Lopes. O corpo educado: pedagogias da sexualidade. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2010. p. 35-82.
Publicado
2025-10-22
Seção
Artigos