INTERLOCUÇÕES SOBRE O FUNCIONAMENTO BIOPSICOLÓGICO E IMPLICAÇÕES NO ENVELHECIMENTO:

DELIRIUM E CONCEPÇÕES ASSOCIADAS

Resumo

A vivência humana é moldada por uma rede complexa de fatores biológicos, psicológicos, socioeconômicos e culturais, que influenciam o desenvolvimento e a saúde ao longo da vida. O envelhecimento e o comprometimento funcional, como no caso do delirium, demonstram a interação entre essas dimensões, afetando o funcionamento biopsicológico dos indivíduos. Assim, o objetivo principal foi discutir as manifestações do funcionamento biopsicológico individual e os fatores que influenciam essa dimensão integrada. De maneira secundária, buscou-se explorar as especificidades do delirium em relação aos déficits cognitivos, com foco em suas implicações na manifestação psicológica do indivíduo. Para isso, foi realizada uma revisão narrativa da literatura por meio dos bancos de dados Google Acadêmico, PubMed e Scielo, abrangendo 19 materiais científicos. Analisou-se a interação entre mecanismos biológicos e psicológicos no desenvolvimento humano, destacando o impacto do envelhecimento biológico no desempenho cognitivo e na funcionalidade biopsicológica. Implicações na saúde física e psicológica, pode levar à deterioração do bem-estar, como ilustrado pelo delirium, um transtorno psiquiátrico associado a fatores biológicos, como lesões cerebrais e processos neurodegenerativos, frequentemente relacionado a quadros demenciais. Por fim, destaca-se a importância de compreender o funcionamento biopsicológico como uma interação complexa entre fatores biológicos, psicológicos e sociais, enfatizando a relevância do autocuidado e da motivação para a promoção da saúde física e mental, além da necessidade de um diagnóstico cuidadoso, especialmente em grupos vulneráveis, com foco no delirium, cuja prevalência muitas vezes é subestimada e pode ser confundida com quadros demenciais.

Biografia do Autor

Dante Ogassavara, Universidade São Judas Tadeu

Psicólogo. Mestre e Doutorando do Programa de Pós-Graduação Stricto-Sensu em Ciências do Envelhecimento pela Universidade São Judas Tadeu. Docente do curso de Psicologia na Faculdade Nove de Julho, São Paulo, SP, Brasil.

Amanda Azevedo de Carvalho, Universidade São Judas Tadeu

Bióloga. Mestranda do Programa de Pós-Graduação Stricto-Sensu em Ciências do Envelhecimento pela Universidade São Judas Tadeu, São Paulo, SP, Brasil.

Patricia Costa Lima Tierno, Universidade São Judas Tadeu

Psicóloga. Mestranda do Programa de Pós-Graduação Stricto-Sensu em Ciências do Envelhecimento pela Universidade São Judas Tadeu, São Paulo, SP, Brasil.

Jeniffer Ferreira Costa, Universidade São Judas Tadeu

sicóloga. Mestranda do Programa de Pós-Graduação Stricto-Sensu em Ciências do Envelhecimento pela Universidade São Judas Tadeu, São Paulo, SP, Brasil.

Thais da Silva Ferreira, Universidade São Judas Tadeu

Psicóloga. Mestranda do Programa de Pós-Graduação Stricto-Sensu em Ciências do Envelhecimento pela Universidade São Judas Tadeu, São Paulo, SP, Brasil.

José Maria Montiel, Universidade São Judas Tadeu/Instituto Ânima

Psicólogo. Mestre e Doutor em Psicologia. Docente do Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Ciências do Envelhecimento da Universidade São Judas Tadeu/Instituto Ânima, São Paulo, SP, Brasil.

Publicado
2025-10-22
Seção
Artigos