MULHER UNIVERSITÁRIA: DIFICULDADES E SUPERAÇÕES PARA CONCLUIR O ENSINO SUPERIOR

Palavras-chave: Mulheres no Ensino Superior; Dificuldades no Ensino Superior; Questões de gênero.

Resumo

No Brasil, as mulheres só foram autorizadas a frequentar um curso superior no ano de 1879. Na atualidade, a carga de atividades na rotina das mulheres não é pouca, seja nas tarefas domésticas, ou no emprego assalariado, ainda assim, muitas delas ainda procuram recuperar ou avançar nos estudos, com o intuito de uma melhor qualificação profissional. Com esta pesquisa se ​propôs conhecer a realidade das mulheres que frequentam a universidade, bem como compreender as dificuldades que as acadêmicas do curso de Pedagogia têm em conseguir se manter na faculdade e concluir o curso. Trata-se de uma pesquisa básica qualitativa, contendo também dados quantificáveis, coletados por meio de questionários, entrevistas semi-diretivas, análise documental e revisão bibliográfica. Observa-se que as duas maiores dificuldades são o cansaço físico e mental e a questão financeira, que as fazem escolher o curso de Pedagogia, por ser mais barato, mas ainda assim, nem sempre conseguem pagar e muitas desistem, antes de se formar. Outro ponto importante é a dificuldade de ter alguém com quem deixar os filhos, aparentemente por isso muitas delas ingressam na faculdade depois dos trinta anos. Constatou-se também que nos cursos de Administração e Ciências Contábeis, ingressam muito mais mulheres que homens, entretanto, entre os concluintes destes cursos há muito mais homens que mulheres.

Biografia do Autor

Rosimar Morais Barbosa, Faculdade Itop

Graduanda do curso de Pedagogia, ITOP

Mariany Almeida Montino, Unitins/ITOP

Doutora e mestre em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), graduada em Pedagogia pela Universidade São Francisco. Entre maio/2009 e abril/2010 participou do programa intercalar de doutoramento na Universidade de Lisboa, também com financiamento CAPES, no programa PDEE. Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Ciência e Ensino da Unicamp - GEPCE entre os anos de 2002 e 2014. Atuou, no período de 25 anos como professora de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos nas escolas municipais de Bragança Paulista. Entre os anos de 1999 e 2004, desempenhou funções de Direção de Escola, Coordenação Pedagógica, Supervisão de Ensino e Assessoria de Educação na Prefeitura Municipal de Bragança Paulista. Foi presidente do Conselho Municipal de Educação do Município de Bragança Paulista no biênio 2006/2007. Atualmente é docente e pesquisadora da Universidade Estadual do Tocantins, nas áreas de Planejamento, Avaliação, Gestão Escolar e Gestão da Aprendizagem, desenvolvendo pesquisas e orientações sobre questões de Violências nas Escolas e práticas de Mediação e Resolução de Conflitos. É também professora convidada na Faculdade ITOP, ministrando disciplinas no curso de Pedagogia. Integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas Educação, Cultura e Transversalidade. Pesquisadora e líder de grupo do Núcleo Institucional de Estudos em Políticas Públicas Educacionais (NIEPPE).

Publicado
2020-12-10